Embora haja avanços no uso do yuan e incentivos para transações em moedas locais, não há confirmação de que a China vá banir o dólar até 2026.
Nos últimos meses, proliferam nas redes sociais alegações de que a China pretende, até 2026, deixar de aceitar o dólar americano e exigir pagamento em iene ou em um sistema de pagamentos dos países do BRICS. Entretanto, a investigação mostra que essas afirmações não possuem respaldo em documentos oficiais ou declarações do governo.
Fontes confiáveis confirmam alguns avanços:
- O yuan (ou renminbi) tem sido cada vez mais usado em transações internacionais. Um relatório recente indica que os pagamentos transfronteiriços da China em RMB cresceram expressivamente, fortalecendo sua posição no comércio global.
- O bloco dos BRICS tem discutido mecanismos para reduzir a dependência do dólar, inclusive com sistemas alternativos de pagamento e liquidação em moedas locais.
- Existe um sistema de pagamento chinês, o CIPS, que facilita transações internacionais em yuan. Ele já possui participação de muitos bancos fora da China.
No entanto, os rumores vão além do que foi confirmado:
- Não há anúncio oficial de que o dólar será proibido ou que deixará de ser aceito em todas as transações comerciais com a China até 2026.
- Não há evidências de que o Brasil ou outros membros do BRICS tenham formatado um sistema chamado “PIX dos BRICS” que substitua o dólar integralmente.
- A moeda japonesa (iene) não foi mencionada em declarações oficiais como substituta obrigatória do dólar em relações comerciais com a China.
As iniciativas de desdolarização são reais e estão em curso, mas ainda há muitas conversas, análises e passos estruturais necessários. Alegações como “fim do dólar em 2026” ou “pagamento somente em iene ou sistema BRICS” não encontram respaldo em documentação confiável até o presente momento.


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