BLOG DO LAU | Teerã (Irã) — O **Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (2) que iniciou uma nova onda de ataques aéreos contra alvos no **Irã, incluindo áreas da capital Teerã, marcando mais um capítulo na escalada do conflito entre os dois países e seus respectivos aliados.
De acordo com o comunicado militar israelense, a ofensiva teve início nas primeiras horas do dia e incluiu ataques aéreos sobre a própria Teerã, após um aviso de evacuação direcionado a moradores que vivem próximos à sede da emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) — alvo dos bombardeios.

Imagens divulgadas pela mídia estatal iraniana registraram explosões e sirenes na região do complexo da emissora, no norte da capital. As Forças de Defesa de Israel (IDF) descreveram o alvo como um “centro de comunicações” utilizado por órgãos ligados ao governo e às forças de segurança iranianas.
Segundo turno da ofensiva e tensões crescentes
Israel afirma que as ações visam desarticular capacidades estratégicas do Irã, que, por sua vez, tem reagido com lançamentos de mísseis e drones contra o território israelense e bases aliadas na região do Golfo Pérsico.
Este novo ataque ocorre no contexto de uma guerra em rápido crescimento no Oriente Médio, que se intensificou após confrontos entre Israel e a milícia libanesa Hezbollah, aliada de Teerã, e que já envolve vários países vizinhos.
Embora ainda não haja informações oficiais sobre o número total de vítimas decorrentes dos recentes ataques, relatos indicam que explosões em Teerã e outras cidades iranianas foram ouvidas durante a madrugada, alarmando civis e gerando pânico entre parte da população.
Reações e repercussões internacionais
Autoridades iranianas condenaram os ataques e reafirmaram a disposição de retaliação contra qualquer agressão à sua soberania. Por outro lado, autoridades israelenses sustentam que as operações são necessárias para neutralizar ameaças “existenciais” contra seu país, além de desmantelar o que chamam de propaganda e infraestrutura militar do regime iraniano.
O conflito já provocou intensificação dos alertas de segurança e movimentos diplomáticos em diversas capitais — inclusive nos Estados Unidos e na Europa — diante do receio de que a guerra se expanda ainda mais pela região.


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