25 de maio de 2026
Lauro de Freitas, Bahia, Brasil
Salvador

Apesar de comemorar sucesso das restrições, ACM Neto espera colapso na Saúde dia 1º de junho

Apesar de comemorar o sucesso das medidas restritivas que postergaram a projeção de colapso no sistema de Saúde de Salvador, que antes indicava 14 de maio, o prefeito ACM Neto (DEM) afirmou nesta segunda-feira (18) que o saturamento dos leitos pode ocorrer a partir do dia 1º de junho.

Em coletiva à imprensa, por meio de videoconferência, o prefeito atualizou os dados e apresentou um panorama de como está a capital baiana no enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19). Segundo ele, as restrições mais severas aplicadas em Plataforma, Pituba, Boca do Rio e Centro ajudaram a diminuir a velocidade de contágio da doença.

ACM Neto sinalizou, contudo, que ainda existe um “nível de altíssima preocupação, e, portanto, infelizmente não se pode baixar a hipótese de colapso no sistema de saúde”. “Ontem [domingo, 17] fechamos com a taxa de ocupação de 70% dos leitos clínicos e 83% de UTI. Isso significa que a cada dia nos aproximamos de um colapso no sistema de saúde. Pode não acontecer se os novos leitos previstos de fato forem entregues e a gente continue conseguindo segurar a taxa de transmissão”, disse.

“A projeção é de 34 óbitos por dia a partir de 1º de junho. Há 15 dias, a projeção era muito mais grave, de algo em torno de 73 óbitos por dia, na primeira semana de junho. Conseguimos reduzir essa projeção”.

Ainda de acordo com ACM Neto, 82% dos leitos particulares disponíveis para tratar pacientes diagnosticados com Covid-19 estão ocupados, o que indica que “o risco do colapso não é somente na rede pública”. Há inclusive registros de pacientes da rede privada sendo atendidos pela rede pública em Salvador.

O prefeito fez ainda um alerta sobre a taxa de letalidade do vírus, que atualmente é de 6,3%. “Já foi de 10,39%. Vem caindo gradativamente, chega agora a 6,3%, no entanto ainda é muito alta. Só vamos passar a ter fôlego maior quando essa taxa de transmissão for menor de 5%. Como reduz ainda mais? As pessoas compreendendo e acatando as medidas de isolamento social. Não há outro caminho. Precisa derrubar essa taxa para menos de cinco para começar a afrouxar o isolamento e retomar as atividades”.

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