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Resistência garantiu vitória na Venezuela

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Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Dezoito anos depois da entrada de Hugo Chávez em Miraflores, a espetacular vitória do chavismo nas eleições municipais deste domingo mostra que a Venezuela resiste e luta. “Querem nos obrigar a trair a Revolução pela fome mas não vão conseguir”, me disse, em tom de promessa solene, a servidora Esmeralda Vasquez, 61 anos, duas filhas, duas netas, moradora no Sucre, município popular de 600 moradores nos arredores de Caracas. “Amo Chávez, apoio Maduro”, diz ela, depois de contar, em tom divertido, que há retratos de Chávez em cada aposento de sua casa, inclusive no banheiro.

Enfrentando uma guerra econômica que lembra a barbárie da Guerra Fria, que produziu o boicote econômico que sacrifica a população de Cuba desde 1962, e alimentou a queda de Salvador Allende no Chile, em 1973, a população da Venezuela tomou o caminho das urnas com a consciência de quem dá um passo para a História. Contrariando uma sequência de derrotas populares ocorridas nos países vizinhos, em três eleições consecutivas – para a Constituinte, para os governos de Estado, para os prefeitos –os venezuelanos asseguraram um fôlego indispensável ao governo Maduro, que terá uma eleição presidencial para enfrentar em 2018.

Numa disputa que jamais teria condições de vencer, seja pelo desgaste de lideranças comprometidas com o ambiente de baderna e violência criado no país, seja pela identificação óbvia dos interesses por trás da guerra econômica que sacrifica a maioria, os principais líderes da oposição preferiram escapar de uma derrota desmoralizadora por uma estratégia já assumida outras vezes – fugir das urnas. Ficaram longe da disputa e sequer pediram, abertamente, voto para aliados e afilhados políticos. Seus partidos se apresentaram de forma dividida, com dois, três e até quatro candidatos em várias cidades, numa demonstração de fraqueza que contém uma mensagem reveladora e preocupante, do ponto de vista da democracia. Sugere que, incapazes de disputar o poder pelo voto, pretendem cultivar a postura nefasta que aponta para a retomada, cedo ou tarde, da violência e da sabotagem que marcava país até a vitória de Maduro na Constituinte.

Numa amostra dessa situação, na quarta-feira da semana passada, cinco dias antes do pleito, o dólar era vendido a 3 000 bolívares no câmbio oficial – e 70 000 no paralelo. No dia seguinte, o preço havia saltado para 120 000 bolívares. Na sexta-feira, num desses sintomas preocupantes de colapso, a população fazia fila de dobrar o quarteirão no centro de Caracas para sacar dinheiro em caixas eletrônicas.

Não se trata, é evidente, de um problema de natureza econômico, mas essencialmente político. Através de manobras escancaradas e fora de qualquer controle oficial, o que se tenta é impedir as autoridades venezuelanas de exercer uma das tarefas legítimas e essenciais do Estado – defender a moeda do país, ponto essencial para a definição da riqueza de toda nação independente. A sabotagem terminou em fiasco eleitoral vergonhoso mas deixou um retrato político claro.

“Apesar da imensa pressão contra nossa economia, exportações e empregos, nossos adversários não foram capazes de separar a liderança da Revolução de sua base histórica de apoio e isso permite encarar o futuro” afirma Luís Figueroa ao 247, referindo-se a cidadãos e cidadãs como a Esmeralda Vasquez do parágrafo acima. Quadro histórico do partido chavista (PSUV), em 2015 Figueroa foi escolhido por Nicolas Maduro como principal liderança civil de um dos diversos organismos de nome autoexplicativo (“Estado Maior de Luta contra a Guerra Econômica”) criados como parte do esforço permanente para enfrentar a ações de sabotagem e manipulação de preços. Na semana passada, era candidato a prefeito em La Plaza, onde se localiza a cidade de Guarenas, uma referência política e histórica. Origem da insurreição de 1989, que deu origem ao “Caracazo”, luta popular que inspirou a tentativa de golpe militar de Hugo Chávez em 1992 e a abriu caminho para a primeira vitória presidencial, em 1998. (Até a conclusão dessa reportagem, o resultado da eleição em La Plaza não fora divulgado).

Hoje a principal estudiosa das guerras econômicas em nosso continente, a professora Pasqualina Curcio, da Universidade Simon Bolívar, ensina que elas têm um traço essencialmente político, ganhando musculatura maior em momentos de disputa aberta pelo poder político. Em “La Mano Visible del Mercado”, obra de leitura obrigatória para os interessados nas operações políticas destinadas a quebrar a economia de um país, a professora mostra que a escassez artificial de produtos básicos – como se vê hoje no país – é um elemento essencial das guerras econômicas, que sempre se tornam mais agudas em momentos conflito e inconformismo das elites dirigentes de um país, como ocorreu no início, no meio e no fim do governo Chávez – prolongando-se de modo permanente a partir da eleição de Nicolás Maduro, em 2013, até a Constituinte.

Em entrevista ao 247, na qual entrou em maiores detalhes sobre o assunto, Pasqualina diz que a guerra econômica é “um mecanismo que se ativa quando o sistema capitalista sente-se ameaçado por um sistema alternativo”. Para dissipar dúvidas possíveis, ela recorda a documentação do Senado americano sobre o golpe contra Allende, admitindo que “é impossível compreender o efeito da ação encoberta (em apoio ao golpe) sem conhecer que a acompanhou”.

Sem deixar de reconhecer a existência de problemas conjunturais e estruturais na economia venezuelana, Pasqualina Curcio argumenta que o país exibe um quadro geral de dados favoráveis, que nem de longe justificam, tecnicamente, o ambiente de sufoco em torno do país. Lembra o PIB, que cresceu 9% capta nos últimos 30 anos. Fala de um quadro social positivo, num país que hoje é o menos desigual da América do Sul, segundo a CEPAL. Cita a Dívida Externa, paga pontualmente nos últimos cinco anos. Foram 70 bilhões de dólares no período. Recorda que, em termos relativos, ela irá gerar um desembolso relativamente menor em futuro próximo – 90 bilhões até 2038. Lembrando que as pressões sobre o dólar só poderiam ter alguma justificativa num país comprovadamente incapaz de honrar seus compromissos com credores internacionais, ela recorda que a Venezuela não só possui a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, mas também a segunda maior de ouro. “É impossível compreender o efeito da guerra econômica sem conhecer a pressão que a companha”, disse a professora, em palestra para jornalistas e economistas estrangeiros, em Caracas, na sexta-feira passada.

Vitorioso na Constituinte, em seguida na eleição para governadores de Estado e agora para prefeitos, o chavismo tem direito de festejar uma imensa vitória política. Mas segue às voltas com a guerra econômica, que, em níveis mais ou menos graves conforme cada conjuntura, atinge o país inteiro. Sem a menor chance – ao menos na atual relação de forças – de recuperar o poder pelas urnas, a oposição não dá o menor indício de que pretende chegar a um acordo de sobrevivência que possa implicar no reconhecimento da legitimidade de adversários históricos.

Num país onde a principal fonte de riqueza se encontra no petróleo – propriedade do Estado –, são empresas privadas, em sua maioria internacionais e poucos grupos locais, que produzem a comida que vai a mesa, a roupa em cima do corpo, os bens a venda nas feiras, supermercados e shoppings. Produtos essenciais –como a farinha pré-cozida de milho, uma espécie de arroz com feijão local – são importados pelo setor privado, com dólar adquirido com tarifa subsidiada, mas podem ser vendidos a preços que permitem ganhos muito acima da decência.

Com seu preço controlado, após muitas pressões por um aumento, inclusive através de operações destinadas a fazer o produto sumir dos supermercados, em março de 2016 os gigantes econômicos que controlam a distribuição de farinha de milho pré-cozida conseguiram reajustar seu preço. O quilo passou de 19 para 700 bolívares – um aumento que dispensa comentários, de 4 000%.

“É hora de aplicar a mão dura contra especuladores, que cometem crimes contra a população, prejudicam milhões de famílias e permanecem impunes,” disse ao 247 a diretora de escola Ana Cedeño, liderança política do PSUV, em Caríbia, nos arredores de Caracas. Universo típico das forças que, na base da sociedade venezuelana mostram a disposição de quem não pretende abaixar os braços, numa façanha que acima de tudo reflete o apego da maioria às conquistas do período anterior ao desmoronamento dos preços do petróleo, a cidade é residência de 3171 famílias organizadas numa instituição que o vocabulário político da Venezuela define como “comuna boliviariana”.

Formada por nove conselhos de 40 lideranças eleitas, ali a luta social mobiliza uma população que combina a labuta pela sobrevivência com a defesa de seus direitos – a começar pelos CLAPs, os comitês que oferecem, todos os meses, uma cesta básica de acordo com a renda de cada um. Num esquema que é chamado de “populista” quando se produz ao lado debaixo do Equador, mas é embalado como “social-democracia” e até “distribuição de renda” quando aplicado a países desenvolvidos, o preço da cesta ofertada a cada família é de 15 000 bolívares, ou U$ 1,50 no câmbio oficial, para um conjunto de quinze produtos que incluem um quilo de arroz, outro de farinha e assim por diante.

Presente na maioria dos bairros populares, e também em edifícios de porte maior, os CLAPs surgiram como uma resposta urgente a guerra econômica. Do ponto de vista político, são a expressão mais recente da gigantesca floresta de organismos de base a sociedade venezuelana colocou de pé a partir da chega de Hugo Chávez ao governo, em 1999 e permite uma resistência capilar e musculosa, difícil de derrotar.

“Nem precisamos esperar pela , contagem do votos: aqui a Erica Farias vence por mais de 90%”, me disse um militante de base no Sucre, ao final da tarde de ontem, referindo-se a candidata do PSUV que obteve uma vitória consagradora na capital venezuelana. “Estamos nos CLAPs, nas mesas de discussão sobre a falta de água, nos debates sobre transporte”.

“Estamos vivendo um momento de fé e esperança”, diz o gerente Hector Rondon, 59 anos, um senhor de hábitos cautelosos, que recusou o voto a Hugo Chávez em 1998, porque “não gostei daquela história de golpe militar” mas converteu-se de corpo e alma ao chavismo nos anos seguintes. No último dia da campanha ele se encontrava no centro de Caracas para participar de um comício dos candidatos do PSUV.

“Ninguém passa fome mas todo fazem sacrifícios e diminuíram o padrão”, diz ele, referindo-se a mudanças no consumo de carne e demais proteínas animais, nos passeios com amigos, nas compras de roupa.

São mudanças que atingem a maioria da sociedade, com exceção, naturalmente, daquele topo histórico com grandes fortunas, boa parte armazenada fora do país. Jovens casais de classe média têm sido levados a adiar planos de casamento, pela absoluta dificuldade de fazer o básico — alugar um apartamento. Em busca de um reforço para o orçamento, mesmo famílias bem estruturadas onde todos têm diploma universitário procuram reforçar a renda, fazendo roupas e outros serviços para fora.

A vitória eleitoral foi espetacular porque permitiu à maioria dos venezuelanos encontrar seu próprio caminho para impedir o desmanche do país e defender suas conquistas. Esta foi a mensagem das urnas. Mas a desordem da economia e a conspiração política tem seu limite, no tempo e no espaço.

“Acredito que dentro de um ano o país irá encontrar uma saída”, afirma Hector Rondon.


     

Motorista perde controle de carro e cai dentro de rio em Lauro de Freitas

Na manhã deste domingo (10/12), um homem perdeu o controle da direção do veículo que conduzia, bateu num poste de iluminação pública e caiu no Rio Ipitanga, em Lauro de Freitas.
O motorista do carro Chevrolet Sonic, placa OLB 1289 de Salvador, foi resgatado aparentemente lúcido e sem ferimentos graves. Uma equipe da Secretaria de Trânsito, Transporte e Ordem Pública – Settop, esteve a frente da operação, controlando o tráfego de veículos na área e remoção do automóvel.


     

13º na conta ate sexta – feira.

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Mais uma vez Moema Gramacho larga na frente dos 417 municípios da Bahia pagando até sexta- feira a segunda e última parte do 13º do Servidor Público Municipal.

E antes de 2018 credita na conta do barnabé o último salário do ano de 2017.

Por último vale lembrar que não houve e nem haverá demissões pra fechar o ano fiscal, contábil.

Parabéns ao Ailton Florêncio, Fazenda e NR, equipe nota 13.


     

Qualificação pra o mercado de trabalho, aproveite a oportunidade.

 

Gestão de Condomínio
Turma A
Inicio 08 de janeiro
Termino 14 de fevereiro

Turma B
Inicio 09 de janeiro
Termino 15 de fevereiro

Aulas 2 x por semana das 19:00hs as 21:30hs

Valor Promocional ate final de dezembro de 150,00

Informações
Unibahia :3508 2173 ou 3508 1813
Prof. Mario 98700 0669 ou 99241 2949
Prof. Kleber Costa 98723 0990 ou 99173 2970


     

Lauro de Freitas recebe a Semana de Conciliação de débitos com ICMS no período de 11 a 15 deste mês

O Tribunal de Justiça do Estado (TJBA) realiza, no período de 11 a 15 deste mês, a Semana de Conciliação para os contribuintes do ICMS com débitos tributários cobrados tanto na esfera administrativa quanto na judicial. Para quem está disposto a regularizar a situação com o fisco estadual, as condições especiais para a conciliação já estão valendo mesmo antes da iniciativa e se estendem até o próximo dia 22, para pagamento à vista, e até o dia 29, para parcelamento. Basta acessar o site da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) para consultar o débito, simular parcelamento e até emitir o documento de arrecadação.

Os atrativos ao acordo com o Estado incluem 70% de desconto em multas e acréscimos moratórios, para pagamento à vista, e 50% para parcelamento em até 12 meses. Para os contribuintes que estavam à espera dessas condições especiais, o TJBA e a Sefaz fazem um alerta – oportunidade igual só poderá se repetir em 2021. Isso porque, ao aprovar as condições especiais de negociação com os contribuintes, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estabeleceu que os estados deverão cumprir um intervalo de quatro anos para voltar a oferecer descontos na quitação de débitos tributários.

O mutirão fiscal acontece nas seguintes varas da Fazenda Pública – 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 9ª, 10ª e 11ª de Salvador, 1ª e 2ª de Feira de Santana, 1ª de Barreiras, 1ª de Camaçari, 1ª de Ilhéus, 1ª de Itabuna, 1ª de Juazeiro, 1ª de Lauro de Freitas, 1ª de Simões Filho e 1ª de Vitória da Conquista. Também participam do mutirão a 1ª Vara Criminal de Itamaraju e a 2ª Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Teixeira de Freitas.

Combate à sonegação

A chance de evitar problemas na esfera judicial é outro fator a ser considerado pelos contribuintes com impostos em atraso – junto com o apelo à regularização espontânea representado pela Semana de Conciliação, o TJBA está acelerando o julgamento dos processos relativos a débitos tributários, como parte de uma série de iniciativas do poder público com o objetivo de potencializar as ações de recuperação de créditos tributários.

Em novembro, o TJBA decidiu instaurar ação penal a partir de denúncias oferecidas pelo Ministério Público Estadual (MPBA) contra empresários que, juntos, deixaram de recolher aproximadamente R$ 26 milhões ao fisco. O MPBA, por sua vez, anunciou a ampliação do cerco aos sonegadores, com o ajuizamento de dezenas de ações penais contra empresários dos ramos de combustíveis, alimentos, vestuário e brinquedos, que não repassaram à Fazenda Pública o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido aos consumidores.

Já a Procuradoria Geral do Estado (PGE) também vem dando maior celeridade à tramitação de processos de cobrança tributária em seu âmbito de atuação. Estas iniciativas acontecem no âmbito do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que reúne o TJBA, o MPBA, a PGE e as secretarias estaduais da Fazenda, da Segurança Pública e da Administração. Ao todo, R$ 200 milhões já foram recuperados para os cofres públicos desde 2014 como resultado da atuação do Cira.

A realização da Semana, de acordo com a presidente do Tribunal, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, “complementa este esforço interinstitucional ao buscar a via da negociação, estimulando a celebração de acordos entre o poder público e os contribuintes”. Durante o período de conciliação, a celebração dos acordos de transação ficará a cargo dos procuradores do Estado, no caso dos débitos tributários inscritos em dívida ativa, e dos inspetores fazendários, se os débitos não estiverem judicializados.

A agilidade na tramitação dos processos envolvendo créditos tributários na Justiça e a ênfase nos crimes contra a ordem tributária são a tônica da parceria envolvendo o Executivo e o Judiciário, explica o secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório. “Os contribuintes cobrados na Justiça estarão cientes de que os processos serão concluídos com maior celeridade, o que certamente é um estímulo à conciliação para quem se enquadra nas condições propostas”.

Fonte: Ascom Sefaz e TJ Ba


     

Lauro de Freitas tem baixo nível de alerta para surto do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya

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Com índice percentual de 1,2 numa escala que vai de 1 a 3,9, Lauro de Freitas seria hoje um município em situação de “alerta” para a ocorrência de dengue, zika e chikungunya, mas longe do risco de viver um surto. É o que garante o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado em novembro.
A informação é do Ministério da Saúde, que trabalha com dados fornecidos pelos próprios municípios. Uma das mudanças no LIRAa este ano é que a notificação da situação de infestação é compulsória. Quem não faz o registro, fica sem a segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde. Mesmo assim, dos 5.570 municípios brasileiros apenas 3.946 forneceram informações. Desses, 2.450 foram classificados como satisfatórios, 1.139 estão em alerta e 357 estão em situação de risco.
Cabe aos funcionários municipais visitar os imóveis da cidade para levantar o “índice de infestação predial” (IIP). Acima de 4% dos imóveis infestados há risco de surto. Salvador, município conurbado a Lauro de Freitas, também está em alerta, mas com índice maior: 2,3. Já Camaçari, outro vizinho, beira o risco de surto, com IIP de 3,9%. O ministério não divulgou os índices por região da cidade, que podem variar consideravelmente.
O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro de larvas encontrado nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. O retrato de Lauro de Freitas, Salvador e Camaçari segue essa tendência, mas um terço dos criadouros locais está em depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis, que são predominantes no Sudeste. Nas regiões Norte e Sul o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.
No dia 8 de dezembro acontece o Dia D de mobilização contra o Aedes, com ações de limpeza em residências, estabelecimentos privados e órgãos públicos. Outra ação anunciada foi a compra de 650 equipamentos de nebulização para espalhar inseticidas. O Ministério da Saúde afirma ter assegurado o fornecimento dos larvicidas Malathion e Pyriproxyfen para eliminar o mosquito nos estados até o ano que vem.
O Malathion é um inseticida autorizado para uso no Brasil, mas pode causar efeitos cancerígenos conforme organizações como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Questionado sobre o uso da substância, o ministro da Saúde Ricardo Barros disse que ela é segura.
A boa notícia é que entre janeiro e novembro deste ano as notificações de doenças transmitidas pelo Aedes tiveram queda na comparação com o mesmo período de 2016. Os casos de dengue diminuíram 83,7%, assim como os óbitos, que tiveram redução de 82,4%.
Já os registros de zika foram 92,1% menores e a taxa de incidência passou de 103,9 por 100 mil habitantes no ano passado para 8,2 por 100 mil em 2017. As notificações de chikungunya também seguiram essa tendência de queda e tiveram redução de 32,1%.
A má notícia é que a zika não é mais a única infecção por arbovirose a ser considerada letal para um bebê em desenvolvimento. Um estudo científico detectou que a dengue também pode representar um risco à vida do feto. Ter dengue durante a gestação quase dobra a probabilidade de um bebê nascer morto ou morrer durante o parto, enquanto a dengue severa aumentaria em cinco vezes as chances de um natimorto – nome dado à morte do feto acima de 500g dentro do útero ou durante o parto.
O achado, publicado na edição de setembro do periódico The Lancet, foi obtido a partir da análise dos registros de sistemas de informações brasileiros. Para chegar a tais resultados, os pesquisadores cruzaram os dados de mais de 162 mil natimortos e 1,5 milhão de nascidos vivos, sendo que, desses, 275 natimortos e 1.507 nascidos vivos tinham sido expostos a dengue. Este é o primeiro estudo realizado em larga escala a demonstrar a associação. Apenas um estudo anterior, com uma pequena amostra de um hospital, indicou a relação entre a infecção e natimorto.
O artigo contou com a autoria de pesquisadores da Fiocruz Bahia em parceria com o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/ UFBA), Universidade de São Paulo (USP) e da London School of Hygiene & Tropical Medicine, no Reino Unido.

     

Ambulantes são credenciados para festas de Verão em Lauro de Freitas

Foto: Divulgação
Os ambulantes de Lauro de Freitas e região têm até o próximo sábado (9) para se cadastrar para as festas de Verão no município. A ação, voltada exclusivamente para o trabalhador informal, teve início nesta quarta-feira (6), com atendimentos feitos por equipes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Uso do Solo (Sedur) na Casa do Trabalhador (CT), localizada à Rua Euvaldo Santos Leite, no Centro, das 8h às 17h.
De acordo com a coordenadora do cadastramento, Débora Bacellar, a organização é direcionada aos eventos oficiais da Prefeitura. “O interessado deve comparecer à CT munido de cópias do RG, CPF e comprovante de residência. Para os que utilizam veículos é necessário apresentar o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) do ano em exercício”, completa.
No sábado (9), o atendimento é direcionado aos ambulantes de outras cidades, com expediente reduzido das 8h às 12h. O cadastro é válido por seis meses e custa no ato da inscrição R$24,47. Durante as festas populares não será permitida a comercialização de produtos em carros de mão, fogareiros, churrasqueiras, nem bebidas pré-preparadas artesanalmente.
Também é proibido o uso de embalagens reaproveitadas, de louça, alumínio ou vidro – devem ser descartáveis. Todo material irregular será apreendido pelas equipes de fiscalização. “Ao preencher a ficha o trabalhador descreve seu material para desenvolvimento de suas funções. Nós estamos elaborando ainda credenciais que identificaram cada ambulante com o nome, data e evento”, frisou Débora.
Vendedora ambulante há quase dez anos, Zélia Chaves elogiou a iniciativa. Ela aproveitou a calmaria do primeiro dia para realizar seu cadastro. “É importante ter esse controle, saber quem são as pessoas que estão ali, o que estão oferecendo à população”, destacou ela que é mãe de três crianças e disse aproveitar a alta estação para complementar o orçamento doméstico. “Nas lavagens, festas de largos e nas comemorações religiosas, como a festa de Iemanjá, tiro um extra para fazer coisas que com o meu salário não faria”, exemplificou.

     

Perla Lacerda fechando com Fabricio Figueredo.

Edson Porto, Marqueteiro e uma espécie de FAZ TUDO, por amor, segundo o próprio, neste momento que se avizinha a Campanha eleitoral e em particular a do empresário Fabrício Figueredo, ex presidente do PROS na Bahia e hoje se filiando ao REDE de Marina Silva e na Bahia deve caminhar com Rui Costa. Pois bem, na Mesa com a Perla Lacerda, nome do REDE pra a ALBA.

Os que conhecem a caminhada de Perla Lacerda, filha de São Gonçalo dos Campos, dizem que a bela tem chances reais de ocupar uma das 63 cadeiras da Assembléia Legislativa da Bahia. Claro que eleição não é só beleza, elegância, carisma, mas sim um conjunto onde prepondera o que ergue e destrói coisas belas ( $$$$$$$$$$$$ ). É aí então que entra a mão divina do empresário – candidato e juntos, com certeza, formam uma força e provavelmente ambos estarão eleitos.

Vamos acompanhar e torcer pra uma ALBA com Perla Lacerda em 2018 e com o Índio em Brasilia entre os 39 da Bahia.


     

Jusmari Oliveira adia viagem à China.

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A secretária estadual de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira, adiou, com nova data a ser definida, a viagem que faria ontem (07) à China. Nesta sexta – feira, a próxima deputada estadual pelo PSD, estará acompanhando o Governador Rui Costa na entrega da Policlínica Regional de Irecê.

Vamoqvamo, Rainha do Oeste.