“Sem bancários, agências vivem lotadas”, denuncia Augusto Vasconcelos

O primeiro dia útil de 2018 foi complicado nas agências bancárias de Salvador. Filas longas, caixas eletrônicos inoperantes e sistema de ar condicionado ruim em pleno verão causaram muita dor de cabeça. O problema, no entanto, não é incomum. Todo início de mês, a rotina é a mesma com transtornos para os clientes e os funcionários.

Nem os aposentados escapam. É o caso de Antônio Teixeira. Correntista da Caixa, reclama do número reduzido de empregados para atender a população. “Não tenho o que reclamar dos funcionários. O problema é que são poucos e a demanda é muito alta. Sabemos disso”.

Verdade. A Caixa chegou a ter 101 mil empregados no fim de 2014. Hoje, depois de sucessivos planos de desligamento voluntário, tem cerca de 87 mil para atender mais de 86 milhões de clientes, de acordo com dados da própria instituição referentes ao terceiro trimestre de 2017.

Nos demais bancos, a realidade é a mesma e os números novamente comprovam. O BB reduziu 16 mil postos de trabalho em dois anos, resultado do plano de aposentadoria. No Bradesco, 4.455 funcionários aderiram ao PDV (Plano de Desligamento Voluntário). Santander e Itaú também seguem demitindo.

“Nos últimos dois anos, o setor perdeu cerca de 40 mil empregos. Resultado de uma lógica perversa que potencializa o lucro em detrimento do atendimento à população”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos. A entidade, inclusive, tem diversas ações na Justiça, para cobrar dos bancos a ampliação do quadro de pessoal.


     

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