A crueldade dos “patos” da Fiesp


Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Lembra o “pato”, aquele que sumiu?

Pois é, não precisa mais.

Ninguém mais vai fazer o “absurdo” de taxar lucros e dividentos retirados do dono da empresa.

Acabaram aquelas “loucuras” de fazer voltar a CPMF.

Não se fala mais em taxar grandes fortunas.

Sobrou, claro, para os “patos” de verdade.

E para os patos velhinhos, de preferência.

Continuar trabalhando para melhorar a aposentadoria?

Esqueça.

A “sábia” decisão é que quem se considerar ainda produtivo apele para o trabalho informal.

Já que não vai servir para nada, para que descontar o INSS? E o contratante do trabalho logo arranja um jeito de remunerar sem, claro, a obrigação de recolher.

Mais informalidade, dizem os estudiosos do tema.

Mas não é aí o truque, ele ainda vem pela frente.

É desvincular a aposentadoria do mínimo, caminho que a PEC 241 abre.

E que o nosso valoroso Supremo Tribunal Federal, o único emprego do mundo onde o sujeito quer continuar a trabalhar sem ganhar, no contracheque já gordo, um tostão a mais – vai sancionar esta crueldade, podem crer.

Princípio da irredutibilidade ( o que é, na prática) dos salários.

Claro, mas só para os que ganham muito bem, a turma dos “direitos adquiridos” e das “parcelas indenizatórias”.

Coisas que não são para os patos pobres.


     

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